Hall da Fama TCMG – Dyego de Castro

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10418498_956764791030248_3505239648392037435_nVoltamos! Depois de algum tempo parado sem ninguém pisar no Hall da Fama, dessa vez vamos entrevistar nada mais e nada menos que o campeão nacional de 2014-2015,Dyego de Castro fez de tudo para merecer um lugar aqui depois de uma temporada brilhante. Esse cara além do título brasileiro teve 3 top’s 8 em regionais, além de vencer o ranking feito pela TCMG. Depois de um histórico desses, seria injusto se ele não tivesse aqui. Se liguem na entrevista que foi muito maneira.

Nome: Dyego Rathje de Castro

Data de Nascimento: 02/08/1994

ID: 1060146

Começou na Legendary Treasures

TCMG: Dyego, quando e como você começou a jogar Pokémon TCG?

Dyego: Comecei a jogar quando saiu a coleção Legendary Treasures, uma semana antes para ser mais exato, comecei a jogar por causa de um amigo da faculdade que me deu um theme deck, de tanto jogarmos entre si começamos a procurar saber onde em Belo Horizonte mais pessoas jogavam, e foi então que encontrei a galera de BH. Mas isso apenas por diversão, no competitivo foi no inicio da temporada 14-15

TCMG: O que te motivou entrar no cenário competitivo?

Dyego: Eu nunca consegui jogar nada só por jogar, e com o Pokémon não foi diferente, ainda mais que jogar Pokémon competitivo é como uma droga, depois de experimentar, já era.

TCMG: Você se considera uma pessoa muito competitiva? Até como conselho para os novatos, como você lida com a derrota?

Dyego: Sim, sou bastante competitivo, mas claro que só até certo ponto, não teria coragem de fazer nada que prejudique alguém para vencer. E sobre lidar com a derrota: se eu perceber que foi por erro meu, fico extremamente chateado. Mas se o adversário foi melhor, vou treinar para superá-lo.

TCMG: No primeiro mensal (Agosto 2014) você não pegou top aqui em Minas Gerais no nosso primeiro mensal por pouco, isso te motivou a melhorar cada vez mais? E como foi o treinamento para se tornar o melhor jogador do Brasil?

Dyego: Aquele mensal em particular, fiquei muito chateado por não ter pegado top, pois eu gostava muito do deck que usei(Trevenant/Flareon/Leafeon/Raichu). Mas era meu primeiro mensal, eu ainda era um iniciante, mas vi que eu era capaz, e desde aquele dia eu tinha decidido que queria deixar minha marca no jogo aqui em BH. E meus treinos são focados em achar um deck que dependa mais de mim do que dele mesmo e que não tenha nenhum match perdido 100-0

TCMG: Qual foi sua primeira sensação de vitória no jogo? Não necessariamente um campeonato conquistado, mas quando você realmente sentiu que poderia vir a se tornar um grande jogador, e que ele poderia marcar sua vida?

Dyego: Minha primeira sensação de vitória no jogo foi quando em um campeonato em que valiam cartas proxy em BH, o primeiro da minha vida, eu jogando de Trevenant/Gourgeist/Dusknoir ganhei do Júnio Gonçalves de Blastoise em seu ápice. E eu vi que tinha futuro no jogo quando um grande jogador de bh disse em publico(grupo do whatsapp do TCMG) que eu era pra ele, o jogador com maior skill de bh, isso quando eu ainda era um novato que só ganhava pré release.

12167464_1077050808972660_445130704_nTCMG: O jogo em Minas Gerais desde que começou a jogar cresceu exponencialmente, vários bons jogadores começaram a aparecer, o que você vê no nível daqui e que temos que melhorar? E qual o diferencial que você vê com nosso estado sobre os demais

Dyego: O jogo em Minas se torna cada dia mais difícil, mesmo depois de ter me tornado campeão nacional, já fiquei fora do top em um mensal (risos…). Acho que o que tem pra melhorar seria o foco, creio que depois dos excelentes resultados de Minas Brasil afora, demos uma afrouxada. E qual o diferencial de mg? Com certeza a união, não jogamos cada um por si, jogamos em time. Eu não fui campeão nacional, Minas Gerais foi.

TCMG: Conte nos um pouco sobre a temporada 2014-2015

Dyego Castro: Quando eu comecei a jogar, eu achava loucura gastar para ir jogar regionais ou cities, eu pensei que nunca faria isso, mas então começou a temporada e eu queria jogar tudo o que viesse, então começou a primeira leva de regionais e como a maioria ia para o rio, e eu estava com um dinheirinho sobrando, resolvi me aventurar e embarquei para meu primeiro regional, naquele fim de semana no Rio vi um irmão sendo campeão de um regional, e vi que não é apenas pelo jogo que viajamos, é pela emoção. Eu fiz top 8 nos 2 regionais que disputei naquele fim de semana e recebi muitos elogios de bons jogadores (não vou esquecer quando o Douglas “Snake” Borges que todo mundo comentava tão bem, chegou em mim e disse: “Tu joga muito mlk”), esse fim de semana ficou marcado para mim, e sobre o resto da temporada, foi uma temporada maravilhosa, que só não fiz top em um campeonato que disputei, e ainda tive a felicidade de ser campeão nacional.

TCMG: Realmente foi uma temporada sensacional pra você, acho que inesquecível, foram 3 tops 8 de regionais, segundo lugar em um City e um Campeão Nacional.Você esperava isso tudo na primeira temporada?

Dyego: Com toda certeza não, um dia um jogador de BH disse para mim que eu só ganhava pré release, acho que ninguém esperava um jogador de pré release fazer o que eu fiz. Eu sabia que tinha potencial, mas eu não esperava nem um terço disso. E além dessas façanhas, teve um top 8 no City da UG Card Shop tbm

TCMG: Pergunta do João Lima: Como é, e qual a sensação da véspera quanto a escolha do deck?

Dyego Castro: Eu normalmente não fico ansioso muito antes, fico bem agitado quando sento na mesa para a primeira rodada, naquele momento sempre passa um filme dos meus treinos em minha cabeça e tudo que eu posso pedir ao meu deck é: Não me deixe na mão. E eu quase sempre mudo meu deck em cima da hora, 3 horas antes dos campeonatos haha

TCMG: Isso não é recomendado hahaha

Dyego: Hahahahaha. Jamais, nunca façam isso

TCMG: Todos querem saber mesmo é do título nacional, como foi a escolha do deck e o Alex quer saber como encaixou Primal Groudon, como foi isso?

Dyego: Como eu já comentei antes, quase sempre mudo de deck pouco antes dos campeonatos, e no nacional não foi diferente, ate um dia antes do nacional eu iria de Donphan. E a escolha desse deck foi por causa de 2 jogadores de MG, Sonson e Júnio, eles me chamaram na mesa na hora do almoço e disseram: Vai ter muito sapo, logo vai ter muito counter de sapo, então vamos do que ganha dos counters de sapo. Porque não vamos nos 3 com a mesma list de Landorus/Crobat? Hahaah. Eu aceitei a proposta e então fomos montar a lista às 23 horas, mas como eu não gosto de ter match perdida no Pokémon, então um deles brincou: “coloca Groudon na lista”. Eu coloquei aquilo na cabeça e resolvi ir mesmo com uma linha de Groudon pro nacional, que felizmente deu muito certo 🙂

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TCMG: Pergunta do André. Teve alguma hora no campeonato que pensou “fudeu, vou perder feio”.

Dyego: Não, eu simplesmente sabia como seriam todas as minhas matchs, se era Seismitoad e ele não puxar meu Groudon ate virar primal, eu ganhei. E se não era Seismitoad, só dependia de mim.

TCMG: Qual foi a partida mais tensa no nacional?

Dyego: Contra o Magikarlos no top 4, era sapo e eu sabia o que fazer, mas ele foi o único que ganhou de mim no suíço, então o coração apertou e eu pensei que daria adeus ali.

TCMG: Como foi a sensação de jogar a final em que cada jogada que fazia você ouvia dava pra sentir a energia positiva que estava nas arquibancadas, o que passou na sua cabeça naquela final?

Dyego: Foi uma sensação indescritível, a cada jogada eu ouvia meu povo (meu pessoal de mg) me apoiando e gritando, a cada grito deles meu Landorus ficava mais forte e meus morcegos se multiplicavam. Mas em contra partida, eu representava mg, representava um sonho e não podia deixar a peteca cair e desapontá-los. Eu senti bastante a pressão.

TCMG: Essa temporada, depois de ter sido campeão nacional, faltou apenas a viagem pro mundial né cara?

Dyego Castro: Com toda certeza, minha temporada só não foi mais absurda pelo fato de não ter ido ao worlds, depois de algumas coisas que aconteceram no Chile (LC’s liberados para lá e não para o Brasil), eu fui o único campeão nacional a não conseguir vaga no top 8 da América latina e não ganhar minha passagem para o Worlds. E por motivos financeiros eu não pude comparecer ao evento para representar o brasil.

TCMG: Uma pena mesmo, tinha grandes chances de representar bem o Brasil, falando em Copag o que acha da nova regra que impôs no país onde só pode jogar com a coleção que eles lançarem

Dyego: Então, no começo eu pensei que essa regra iria baratear o jogo no pais, coisa que não aconteceu ao meu ver, o jogo continua ficando cada vez mais caro e ainda de brinde vamos jogar um formato atrasado. Enfim, não gostei.

TCMG: Pergunta do Helbert “Byroar” Nunes: Qual característica você considera mais importante em um jogador?

Dyego: Eu não consigo escolher uma, mas as 2 principais para mim são humildade e persistência

TCMG: Quem você considera os 5 melhores jogadores do mundo?

Dyego: Para mim esses são os melhores:

1- Jason Klaczynski (USA)
2- Igor Costa (Portugal)
3- Chase Moloney (Canadá)
4- Ross Cawthon (USA)
5- Takuya Yoneda (Japão)

TCMG: E depois do nacional, quem considera os 5 melhores do Brasil? 

Dyego: Não necessariamente nessa ordem mas gosto mais desses jogadores:

1- Alex Silva
2- Gabriel Semedo
3- Vinicius La Padula Lopes
4- Douglas “Snake” Borges
5- Thiago Giovanetti

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Bom julgamento de terras a todos!

TCMG: É lógico que Minas Gerais também não poderia ficar de fora dessa, qual seu top aqui?

Dyego: Só queria destacar nosso sênior que é master essa temporada, Gabriel Dutra, só não coloquei ele nesse top 5 por ainda não ter tanta experiência na categoria

1- Júnio Gonçalves
2- Pedro Sales
3- Wallysson (Sonson) Lima
4- Renato Christian
5- Alex Oliveira.

Mas tem vários outros que eu queria colocar aqui, Minas esta muito bem representada.

TCMG: Dyego para finalizar a entrevista o que você está achando desse novo formato, o que você espera de si mesmo essa temporada e como vê a TCMG pra esse ano?

Dyego: É um formato bem escuro e que ainda tem muito para nos oferecer, particularmente estou sentindo muita falta de algumas cartas que foram embora na ultima rotação (Landorus), mas acho que é só questão de tempo até acostumar. Eu espero continuar mantendo meus bons resultados para poder representar MG pelo Brasil afora como fiz na ultima temporada, mas não estou confiante em mim ainda. Eu vejo a TCMG como a terceira potência do jogo no brasil hoje, não pelo fato de termos ganhado o nats, mas os números em si mostram isso.

É isso ai Dyego, esperamos que tenha gostado da entrevista, é um orgulho ter você como parte da equipe, tomara que consiga repetir tudo que fez temporada passada e vamos que vamos porque está só começando! 😉

EQUIPE TCMG

Jogador desde quando saiu a Base Set aqui no Brasil, tendo minha melhor temporada 11/12, onde que no Nacional 2012 consegui o primeiro top pra Minas Gerais, ficando em 7º colocado. Venci alguns torneios como City’s e BR’s e top’s nos Regionais. Parei por um tempo, mas estou de volta para esse incrível jogo.

  • juniogof

    Vlw Dyego pela consideração! Sempre disse que você era o melhor daqui e a temporada passada mostrou isso. Abraço!