Hall da Fama TCMG – Renato Simões

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Renato Simões

Minas Gerais, tem ótimos jogadores, cada um com uma história diferente do jogo, uma forma como lida com o TCG. Criamos essa parte do nosso Site para homenagear os melhores jogadores daqui, fazer com os iniciantes consigam chegar até esse Hall, fazendo com que a competitividade aumente sempre.
Para começar, vamos entrevistar Renato Simões, uns dos pilares do jogo em nossa região, juíz, top 4 no Regional de Brasilia, ótimos resultados em BR’s, Citys e jogou a Professor CUP. ele estava parado essa temporada, mas não aguentou a pressão e decidiu voltar ao jogo, uma excelente notícia para nós daqui. Então vamos lá!

Nome: Renato Simões

Data de Nascimento: 16/12/1991

ID: 1102267

Começou em setembro de 2011

TCMG: Como e quando você começou a jogar, Renato?

Renato Simões: Comecei a jogar em setembro de 2011, quando fui ao primeiro encontro aqui emBH. Na época estava limpando meu quarto e achei minhas cartas de Magic e Pokémon das antigas. Fui reler as cartas de Pokémon e o guia “avançado” de regras que vinha na caixa dos decks, um azul. Fui na leitura no mesmo dia e comprei um deck temático, já dá BW, de Serperior/Scolipede (Tornado Verde).
Quando fui ao encontro, só tinha o Gustavo Feral na mesa esperando o resto da galera. Joguei um tempo com ele, que estava usando um deck de Muk que montou pro irmão mais novo dele e tomei uns 10 espancos do deck. Nesse dia conheci as pouquíssimas pessoa que jogavam Pokémon em BH na época. Hoje só continuam o Feral, o Thales Andrade e eu. O Gustavo Rodrigues também era dessa época, mas não foi à esse encontro.
A partir daí me interessei pelo jogo e montei um deck de Donphan Prime, já que tirei o monstrão num Booster. Aí evoluí no jogo e só fui dar um tempo depois do nacional de 2014.

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Esse era o grande encontro antigamente.

TCMG: O que te fez continuar a jogar? Sendo que Belo Horizonte tinha tão poucos players?

Renato Simões: BH devia ter uns 8 players na época, mas os encontros eram sempre com, no máximo, 6 pessoas. Aquela era a realidade do jogo pra mim e só fui conhecer o competitivo bem depois, então aquilo pra mim já era alguma coisa.
É claro que ficar só treinando não dá, cansa. Pokémon é competição, você quer se testar o tempo todo, então eu conheci o pessoal de Formiga e Divinópolis pelo facebook, quando eles já estavam parando de jogar e fiquei sabendo que faziam muitos torneios no formato DP-ON. Pensei em começar a organizar a mesma coisa, então comecei a buscar formas de fazer torneios mais frequentes e acessíveis à BH, que não tinha tanta carta disponível na época.
O primeiro torneio que eu organizei foi em um sistema de grupos + mata-mata, em que cada deck poderia conter até 3 cartas prótese e a inscrição era R$3,00. Esse torneio deu 11 pessoas e eu comecei a me empolgar, fui estudando por conta própria, achei um programa que rodava suíço e top no mesmo esquema do TOM (The Spoils) e comecei a fazer mais torneios.
Então vi algumas pessoas novas chegando, gostando e fui tendo o incentivo de continuar tentando. No início fazia anotações de tudo: melhor Pokémon do torneio (o que mais havia pegado prizes durante a competição), fazia súmulas das partidas e um ranking para uma Liga de Minas (que só existiu na minha cabeça). Comecei a fazer o blog e consegui cadastro de 40 players/interessados de BH e região e me empolguei mais.
Foi então que começou a temporada 2012/2013 e foram marcados torneios premier, na época os Battle Roads, em Minas Gerais. Aí conheci o jogo competitivo e organizado e curti de vez.

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VS Dani Nunes de BSB

TCMG: Pelo modo de falar, sempre foi uma pessoa competitiva, você tem bastante top’s pelo Brasil, jogou campeonato em Manchester, deve ter sido uma experiência única dentro do jogo, tem algum em especial que você tem mais orgulho?

 

Renato Simões: Cara, eu me orgulho de todos os meus resultados, inclusive os ruins, porque aprendi muito e sempre tem alguma coisa pra guardar de cada campeonato. Obviamente, o desempenho ajuda a fazer do torneio um momento memorável e tenho os meus favoritos:
O primeiro BR, fiquei em segundo com meu deck de Tornadus EX (DEX)/Stunfisk (DEX)/Aerodactyl (DEX)
Nesse torneio eu testei muito do que havia aprendido desde o primeiro encontro e tive uma das partidas que mais me lembro até hoje, contra o Charles Jônatas, de Juiz de Fora.
Além desse, o BR de Divinópolis, que perdi pro Júnio a última partida, mas poderia muito bem ter saído vencedor.
City de Poços de Caldas, meu primeiro top em um torneio com grandes jogadores como o Eskilo e o pessoal de Brasília.
Regional de BSB que fui semifinalista com um deck de VirGen.

TCMG: Muitas pessoas que estão no jogo não tem essa percepção da derrota, muitos colocam uma pressão a mais, é um jogo, ninguém gosta de perder, mas uma derrota pode fazer bem pro crescimento, tanto no TCG quanto na vida. Tem alguma dica ou palavras pra dizer a essas pessoas? Principalmente iniciantes que começam e não costumam ter um resultado tão bom como esperado.

Renato Simões: Eu sou péssimo pra isso. Jogo muita culpa em mim e no resto do mundo na hora que eu perco, me penalizo muito, mas depois você acostuma e começa a entender que reconhecer o adversário é muito importante. Além disso, lembro de um artigo que li no 6prizes sobre saber perder que me ajudou.
Acho que o jogador, com o tempo, passa a saber lidar com a derrota.

TCMG: Quais suas expectativas para o jogo em BH e região num futuro próximo?

Renato Simões: As melhores. Lembro muito em como foi difícil chegar no nível que está hoje. Quando a UG ainda era na rua Jacuí eu cheguei a ir lá pra poder pedir que começassem a trabalhar com Pokémon algumas vezes e eles prometeram colocar o jogo quando mudassem de loja. Cumpriram. Agora BH tem um ambiente excelente para o jogo, com a melhor das estruturas e dispõe de muitos jogadores. Começando os torneios premier por aqui acho que o jogo só tende a crescer. Contagem é uma cidade que também começa a ter muitos jogadores pipocando e lá também tem lojas que estão dispostas a receber o jogo, inclusive que já apoiaram nosso projeto no início, realizando BR por lá.
Acho que BH vai crescer no cenário nacional e Minas como um todo também.

TCMG: Esse ano, sem dúvidas nenhuma, foi a ascensão de BH no cenário brasileiro, top’s em

 

regionais, títulos, premieres para nosso estado. Você pegou uma época muito difícil do jogo e lutou com todas as forças, chega a ter uma certa decepção por não ter jogado essa temporada?

Ta ai meu discípulo! rs
Ta ai meu discípulo! rs

Renato Simões: Foi ruim, sem dúvidas. Acompanhar os títulos de longe, não foi o que esperava.
Eu fui o primeiro a ajudar o Pedro Sales no jogo, passando informações, através da primeira versão do Blog e queria ter participado disso ativamente. Eu fiquei extremamente satisfeito com a vitória e com o rendimento dos players de BH na primeira leva de regionais e queria ter visto de perto. Também acho que esse poderia ter sido o ano de melhorar o meu jogo. Com tantos players bons em BH, os treinos estão a um nível excelente e isso faz toda a diferença, sinto que seria importante pra mim como player. Talvez chegasse mais pronto pra definições em campeonatos.
Essa temporada Minas me orgulhou e ver gente que começou a jogar e ter contato com o jogo através do que eu ajudei a fazer render tão bem em torneios grandes foi sensacional. Fiquei extremamente orgulhoso do Pedro e do Dyego, especificamente, porque são dois players com os quais tenho mais identidade. O Thales Andrade com seu segundo lugar em Goiânia também me impressionou e fiquei bastante satisfeito.

TCMG: Sendo sincero, você tem pouco tempo que voltou, anda por fora de algumas coisas, nacional está chegando, acredita que nós mineiros podemos fazer algo especial? Temos chances de jogar com os melhores do Brasil?

Renato Simões: Cara, acho que os jogadores de BH vão se surpreender um pouco com o tamanho e a estrutura do nacional. É um campeonato muito diferente e que lá estão os melhores e todos se preparam para chegarem lá no seu melhor momento. Acho que BH pode fazer um grande papel, mas ainda sou um pouco cético em relação à título. Minhas únicas esperanças nesse sentido são os dois mais experientes que vão pro nacional, o SonSon e o Júnio, ambos já com top em nacionais anteriores e acostumados com os players de SP, RJ e outros lugares.

TCMG: O que você acha que ainda faz muita falta no jogo por aqui? Em questão de estrutura, players, juizes, etc…

Renato Simoões: Sobre o que falta pra BH, eu acho que ainda falta rodagem, “intercâmbio”, torneios. Além disso, juízes de qualidade, ao menos 1. E a formação de um segundo grupo na cidade/região. Pelo jeito que foi a formação do grupo de jogadores em BH, o grupo aqui é muito unido, todos gostam de todos e eu acho que falta rivalidade para querer ir além. Acho que outro grupo de jogadores aqui em BH pode fazer toda a diferença na hora dos torneios preparatórios e na hora de torneios menores. Perder pra um amigo não é tão doloroso quanto perder pra um rival e eu acredito que a dor da derrota faz a gente querer crescer.

TCMG: Minas já pode ser considerado a terceira potência no Brasil? Atrás de SP e RJ?

Renato Simões: Não. Minas tem grandes jogadores, mas não é tão potência ainda.
Não separo muito o jogo por região, já que São Paulo e Rio têm jogadores demais e isso também influencia no número de top players, mas Minas, como região, ainda tem que batalhar pra chegar no nível de Brasília, do Sul como um todo e de Fortaleza. O Espírito Santo também está no mesmo caminho que nós, mas acredito que lá eles têm a desvantagem de o jogo não ter crescido tanto como aqui.

TCMG: Em termo de competitividade eu concordo com você, mas nosso City foi o terceiro por região com mais participantes, isso dá pra ver o crescimento que ocorreu por aqui.

Renato Simões: Pois é, acho que BH tem futuro, economia forte, muita gente e pouca opção de lazer. Mas ainda não chegou lá competitivamente

TCMG: Você jogou fora do País, participou de campeonatos aqui dentro. Na Inglaterra, qual a grande diferença do jogo com o que temos por aqui? São os players, estrutura? O que falta pra gente?

Renato Simões: Nada. Não nos falta nada. Exceto pelos players com muito costume de jogar o mundial, aqui não perdemos em nada (só no poder de compra).
Jogar lá foi bem legal, mas não estava preparado pro formato, tinha acabado de surgir o deck de Yeti e eu não estava preparado pro match. Joguei 5 partidas, 3 contra Yeti, ganhei 1 e perdi duas. Fique 2-2-1 no torneio e não passei pra top nenhum, mas valeu a pena, no mínimo, para experimentar a facilidade de sair de uma cidade a 600km do torneio, jogar e voltar, pagando menos de R$80,00 de passagens.

TCMG: Pergunta do Slow (Diego Fernandes). O que você acha que faz uma pessoa começar a jogar Pokémon TCG?

Renato Simões: Não sei. Já ouvi falar de tudo. Pra mim, a força da marca conta mais que qualquer outro fator. Pokémon, como TCG, não é maior que Magic, por exemplo, mas a marca Pokémon é forte demais e o tamanho da empresa é um diferencial.
O fator nostalgia pra mim faz muita diferença tb. O jogo cresce entre as pessoas que ou jogavam os rpgs, ou jogavam TCG antigamente, ou viveram a febre do desenho animado. Eu sou a soma dos 3 fatores. Não sei o que mais faria pessoas jogarem, pra mim isso foi suficiente. Acho que o jogo também perde muito por não ser acessível, em nível competitivo, à pessoas com pouco poder de compra ou pouca dedicação. O Pokémon TCG é muito caro e os melhores decks são exageradamente caros, sem um formato que privilegie o jogador que não quer gastar muito, mas que seria um “chamariz” para o jogo. Vejo, inclusive, ações da Pokémon nesse sentido

TCMG: Você jogou/conhece bastante gente nesse jogo, vamos aos top’s jogadores, em Minas, quem considera os 5 melhores daqui?

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Carta preferida!

Renato Simões: Difícil. Vou colocar gente com mais rodagem e comprovadamente regular no jogo:
1- Júnio
2- SonSon
3- Rodrigues
4- Feral

Top 4, apenas. Não vejo ninguém tão bem quanto os 4.
Também friso o Pedro, o Dyego e o Alex. Muito bons jogadores, porém, como eu disse, sem tanta experiência.

TCMG: No contexto nacional, quem são os 5 melhores que você jogou ou merece estar nesse top.

Renato Simões:

1- Semedo – São Paulo
2- Alex Silva – Paraná
3- Snake – Rio de Janeiro
4- Bortoni/Magalhães – Brasilia
5- Vini la Padula – São Paulo

Esse é realmente difícil e tive que deixar algumas pessoas que jogam extremamente bem de fora, mas pra mim esse é o top.
Bortoni e Magalhães são excelentes, mas entendo o Bortoni muito bem na capacidade de montar listas consistentes e o Magalhães um excelente jogador com uma incrível capacidade de concentração. Acho que, se fossem 1 só, seriam impressionantes e não sei escolher entre eles.

TCMG: E a nível mundial?

Renato Simões: Cara, eu gosto demais do estilo do Ross Cawthon, ele é impressionante. O resto é padrão:
1- Jason Klakzynski – EUA
2- Sami Sekkoum – Reino Unido
3- Yoneda – Japão
4- Yamato – Japão
5- Ross Cawthon – EUA
Gosto muito do Ryan Sabelhaus e do Dylan Bryan também, excelentes jogadores

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Liga que criei para ajudar BH

TCMG: Como avalia sua trajetória no jogo até aqui? (Não só em questão de jogar, mas tudo que o jogo aborda, convivência com outros players, o que fez pelo jogo…)

Renato Simões: Acho que foi positiva. Apesar do tempo que o jogo exige, da paciência de família e namorada que são necessárias, acho que tudo correu bem até aqui.
Durante todo o tempo que jogo estou com uma namorada que sempre me ajudou e apoiou, às vezes torcendo o nariz, mas comemorando as conquistas e os bons desempenhos.
O jogo é apaixonante e eu realmente sou um aficionado, tenho até uma tatuagem sobre ele, meu envolvimento com o jogo não pode ser muito questionado hahaha. Foram as competições que me proporcionaram conhecer Brasília, São Paulo e Rio, que me trouxeram inúmeros amigos, gente finíssima…
Também acho que meu papel no TCG de BH acabou, a estrada foi ótima mas o meu tempo como organizador já passou, agora posso curtir o jogo sem tanto compromisso e comemorando a vitória de cada amigo que fiz no jogo. Fico extremamente contente ao ver BH no atual nível e ver que o Brasil como um todo cresceu depois que a COPAG assumiu o jogo.
Espero ver um mineiro campeão nacional e um brasileiro campeão mundial ainda. Torço muito.
Espero que outros players me tenham como amigo, assim como eu tenho a eles e que eu possa ter feito algo de positivo pra maioria dos players que encontrei por aí.
Assim como a Pokémon insiste em frisar, eu também acredito nos core values do jogo e eles me guiaram em todas as partidas e todos os torneios. Pokémon é sobre vencer, mas é extremamente importante o ambiente amistoso e saudável entre os players. Espero vida longa e próspera ao jogo

Para finalizar, nós da Equipe TCMG, gostariamos de agradecer por tudo que fez pelo jogo, sabemos o quão difícil foi chegar até onde estamos, é um começo. Mas estamos evoluindo, nosso agradecimento, Renato Simões.

Jogador desde quando saiu a Base Set aqui no Brasil, tendo minha melhor temporada 11/12, onde que no Nacional 2012 consegui o primeiro top pra Minas Gerais, ficando em 7º colocado. Venci alguns torneios como City's e BR's e top's nos Regionais. Parei por um tempo, mas estou de volta para esse incrível jogo.
  • Pedro Sales

    Lenda! Sem mais!

  • Leandro Ferreira

    Entrevista Top !

  • charlesjonatas

    Me lembro bem desse City cara ASHDUASHD Meu deck estava 100% preparado pro metagame da época e vc veio com um toque “Rogue” pra quebrar meu esquema HAHA

  • Thales Andrade

    Também gostei!

  • Walmir Luna

    Gostei demais da entrevista… Akele BR de JF foi meu segundo torneio apenas e joguei com um deck de accelgor kkkk… Boas lembranças… As vezes eu puxo essas lembranças de quando comecei e vejo como evolui e quantas grandes amizades fiz nesse jogo incrivel.

    • Leandro Ferreira

      Pô valeu, assim que possível estaremos trazendo mais entrevistas.
      O jogo e incrível, principalmente no competitivo tem muita gente boa , eu gosto e quando vejo pai e filhos em campeonatos.