Report Regional Point HQ – Victor “Night March” Freitas

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Fala, pessoal! Meu nome é Victor Freitas, e vim trazer um report da minha primeira vitória em um Regional, que foi o da Point HQ no Rio de Janeiro. Jogo Pokemon desde a metade do ano passado (lá pelo lançamento da Flashfire) e sou fascinado por Night March, como alguns devem saber haha. Primeiramente, gostaria de agradecer ao pessoal de MG, por me chamarem e terem dado esse espaço aqui no site pra falar sobre como foi o torneio pra mim.

Agora sobre o deck: Eu joguei os dois regionais de SP com Night March/Bronzong. Até o momento, eu acreditava ser a melhor variação de NM devido à aceleração, claro, que não te obriga a ligar uma DCE todo turno para manter os ataques. E também permitia uma ótima resposta a decks de Giratina. Já havia me deparado com variações com Milotic pelo TCG Online, mas nunca cheguei a dar muito crédito a elas, devido a esse problema com Giratina. Mas depois de ver poucos Giratina nos torneios, e somar isso ao Top 4 do Augusto Lespier com essa variação (que provavelmente levaria o primeiro lugar se não tivesse se deparado com um Mienshao no caminho), resolvi jogar os regionais daqui com Milotic. Tirei as linhas de Bronzong e as energias básicas, e tentei aproveitar bem os espaços que sobraram. No lugar entrou Milotic, Catcher, Enhanced Hammer, Xerosic… Tudo isso fez uma enorme diferença no fim, então acredito que tenha sido uma boa escolha. Sem contar que eu ainda não tinha percebido o quanto esse bicho é absurdo. Com um Feebas em campo, Ultra Ball vira Dowsing Machine e você pega literalmente o que quiser. Além da opção óbvia (as DCE), você pode buscar qualquer peça do quebra-cabeça que estiver faltando pra continuar nocautendo EX com os Night March, ou pra te salvar em situações desesperadoras. Já usei pra estádio, pra Hammer, pra Battle Compressor e até pra Catcher. Sem dúvidas, Milotic é uma carta incrível. Enfim, vamos para as partidas.

Round 1 – Roger Coudounarakis (M Manectric/Waters)

Night March tem uma ótima vantagem sobre essa match. Uma match do tipo 80/20, eu diria. Ainda mais com a versão do Milotic, que inclusive pode trazer um Night March de volta, caso tenha sido necessário descartar todos os disponíveis pra nocautear o Mega. Um dos jogos foi meio preocupante pois, (se não me engano) tive que descartar dois Milotic com Sycamore (um da mão e outro que o universo fez questão de me enviar pela Acro Bike). Mas de qualquer forma, deu pra levar os dois jogos sem muitos problemas, principalmente com a ajuda de um ou dois Pokemon Catcher nos jogos.

1-0-0

Round 2 – (Vespiquen/Starmie/Bronzong)

Não lembro bem dos dois primeiros jogos, mas se não me engano, em um deles eu tive que descartar os Milotic, ou estavam nos prizes (ou uma combinação dessas duas possibilidades), e acabei ficando sem energia. No outro, meu oponente comprou mal então fui levando. Já no terceiro jogo já estava bem próximo de acabar o tempo e eu comecei na frente. Esse já estava quase ganho, mas minha maior luta era pra evitar o empate. Não sou de jogar MUITO rápido, quando jogo, acabo dando misplay. Então fui planejando todas as minhas jogadas durante o turno dele (até porque não temos N, né), e quando chegava o meu turno, fazia poucas ações e declarava meu ataque o mais rápido possível. Chegou um momento que eu tinha 4 prizes, e dei Lysandre num Shaymin, e declarei o ataque no maior desespero. Deu certo, porque acabou o tempo no turno dele, o que significava que eu tinha os dois turnos que precisava pra terminar o jogo.

2-0-0

Round 3 – Rafael Gomes (Giratina/Metal)

“Quando vi o deck dele, já imaginei que não seria fácil. Por mais que eu quase sempre joguei de Night March, esse foi um dos decks que montei e cheguei a testar bastante com ele (por incrível que pareça!), e sabia que mesmo descartando uma DDE ligada, existia a possibilidade de montar o Giratina em apenas um turno se tivesse 2 Bronzong montados.”

No primeiro jogo, ele começou. Acho que startou de Aegislash, então desceu Giratina e um Bronzor (se não me engano foi só um mesmo), ligou DDE e passou. No meu turno veio tudo, achei o Enhanced Hammer, descartei a DDE e fui conseguindo tudo que eu precisava. No pior dos casos, ainda tinha Xerosic e Milotic pra buscar o martelo caso o Giratina conseguisse atacar. No fim, deu pra levar os dois jogos (não lembro bem do segundo mas foi parecido), sem deixar o dragão atacar graças ao martelo, aos Catcher e a Hex Maniac. Inclusive tenho que agradecer muito a esses Catcher por terem me dado uma média de 75% de acertos nessa partida.

3-0-0

Round 4 – Raphael Katayama (Night March/Bronzong)

“Caí contra um amigo da mesma equipe e praticamente com o mesmo deck. Acontece. Ambos estávamos 3/0/0 e discutindo o que faríamos se caíssemos um contra o outro. E não deu outra. Pensamos em empatar, mas no fim achei melhor não. Porque quem ganhasse ficaria com altíssimas chances de pegar top e quem perdesse ainda teria boas chances, então achei muito cedo pra empatar.”

No primeiro jogo, ele começou e eu startei de Joltik com Sycamore na mão e 3 DCE. Quase falei “não dá, vamos pra próxima” mas no fim, optei por jogar, porque Milotic e Sky Returns em Joltiks me dariam uma chance. E foi exatamente nisso que eu foquei. Fui jogando e lembro que consegui pegar prize atacando com Shaymin duas vezes: uma batendo no Joltik e outra no Bronzor usando a Muscle Band. Somando isso a Milotic e AZ (para reutilizar o Milotic) recuperando as DCE, consegui ganhar esse jogo, que me exigiu pensar em cada mínimo detalhe, já que duas DCE foram descartadas no início. De qualquer forma, o que eu fiz foi muito arriscado e, apesar de ter dado certo, ainda penso se a melhor escolha não teria sido desistir no início do primeiro jogo. O tempo acabou no final do segundo jogo com 3 ou mais prizes faltando pra cada e nenhum EX em campo, então acabei ganhando.

No fim, ele quase pegou top. Só faltou ganhar a última rodada. Por pouco não conseguimos colocar dois Night March no top 8!

4-0-0

Round 5 – Dyego de Castro (Lucario/Bats)

“Conversamos antes sobre nos enfrentarmos no Rio, e acabou que aconteceu mesmo. Da outra vez que joguei contra o Dyego, foi na primeira rodada desse mesmo Regional (só que na temporada passada). Agora nos encontramos de novo, desta vez nas top tables. Bom, essa é uma match que Night March leva vantagem, mas não muita. E é nela que Xerosic e Hex Maniac fazem uma enorme diferença.”

hqdefaultComecei a primeira pensando no que eu tinha que fazer: evitar usar Joltik, evitar deixar Feebas sem evoluir por muito tempo (só tem 30 de HP, coitado), procurar deixar Xerosic e Hex Maniac prontos pra usar nas horas certas, etc. No primeiro jogo fui seguindo essas “regras” e esperando por uma oportunidade: o quase inevitável Lucario ativo. Chegou o momento em que ele promoveu um Lucario com Sash pra nocautear meu Night March ativo e eu subi um Pumpkaboo, liguei DCE e usei o querido Xerosic pra bater na fraqueza do Lucario e pegar dois prizes. A partir daí, eu abri bastante vantagem e o jogo foi seguindo. Chegou um momento que só restava um prize pra mim, estava no turno dele e eu estava com tudo que precisava na mão (tinha um Joltik, a última DCE, um Pupkaboo e um AZ) para finalizar o jogo. Lembro que ele tinha duas opções: deixar o Hawlucha com Sash como ativo ou atacar com o Crobat e aplicar mais pressão no jogo. Ele decidiu atacar com o Crobat. Eu estava sem Night March em campo, mas minha mão tinha tudo que eu precisava. Tinha AZ, tinha Joltik, tinha DCE… GG. Desço Joltik com DCE, dou AZ no Shaymin ativo e ganho o jogo. Só que não foi bem assim. Até agora ainda não entendi por que eu fiz algo tão estúpido, não sei se eu estava tão obcecado em não descer Joltiks na partida, não sei se eu comecei a trocar o amarelo do Joltik com o roxo do Pumpkaboo… Sei lá. Só sei que eu desci o Pumpkaboo, a DCE e dei AZ. Só que não tinha Dimension Valley. E pior! eu já sabia disso. Eu já sabia que eu não tinha mais o estádio no deck e que Joltik era a única opção. Resumindo, perdi esse jogo por conta do maior misplay da minha vida. haha

De qualquer forma, tentei compensar esse erro grotesco no segundo jogo e felizmente meu deck e a sorte resolveram me ajudar com isso. O mais marcante desse jogo foi quando Dyego desceu um Lucario com uma energia durante o turno dele. Eu dificilmente conseguiria acumular dano, buscar uma DCE e dar Lysandre com as poucas cartas na minha mão. Mas foi aí que o Pokemon Catcher resolveu dar as caras (trocadilho não intencional!). Graças ao Catcher, pude abrir uma boa vantagem nesse turno e levar o segundo jogo.

No terceiro jogo, se não me engano não comecei muito bem. Mas de qualquer forma, o tempo acabou quando ainda restava uns 4 ou 5 prizes pra ambos. Naquele estado do jogo, ganhar em dois turnos era impossível pra mim. E pro Dyego só seria possível se ele fosse muito abençoado pelo deus dos morcegos e se eu cometesse algum erro grave. Ele acabou vendo que não daria e ficamos no empate.

4-0-1

Round 6 – Lucas Ara… PERVERSO (M Manectric/Waters)

“Nesse momento, eu estava 4/0/1 e Perverso estava 5/0/0, ou seja, ele estava tranquilo e um empate pra ele já o colocava no Top 8. Mas como eu não podia empatar, nós jogamos.”

A vantagem contra essa match é notável. No primeiro jogo, ele começou e terminou o turno com uma energia ligada em um Manectric no banco. No meu turno, eu comprei, descartei, comprei mais, descartei mais, comprei mais um pouco, achei DCE, acumulei 180 de dano e… Catcher. Isso define o jogo. Matar um Manectric energizado no T1 não tem preço e é quase imposível achar uma resposta pra isso.

No segundo jogo, o que me preocupou foi que tive que descartar os Milotic na minha mão com Sycamore. Provavelmente não faltaria DCE, mas eu não poderia descartar os Night March pra matar o Mega sem pensar duas vezes. Mas apesar de exigir mais cuidado e de ter dado certo medo, deu pra levar o segundo jogo também.

5-0-1

Round 7 – Thiago Giovannetti (Lucario/Bats)

De longe, o aspecto mais difícil dessa partida foi ter que esperar a distribuição das filipetas pra marcar o empate e correr pro Subway e comer alguma coisa, finalmente.

5-0-2

Top 8 – Cleison (Entei/Pyroar)

“Quando fui ver contra qual deck eu jogaria, logo pensei “Não é possível… Dentre os outros 7, eu caio logo contra um Pyroar?”. Bom, acontece… Tive uma conversa com minha Hex Maniac, pedindo que ela não caísse nos prizes, e fui rumo ao meu destino que não parecia muito favorável. Já imaginava um deck com 4/4 Pyroar com 4 Wally e 4 Sacred Ash, porque sou pessimista. Mas na realidade, o deck claramente focava no Entei, e usava Pyroar como tech. Mas mesmo assim a troca de prizes não era muito favorável pra mim, até porque ele podia bater 30 nos Joltik e ainda reduzir o dano contra o Entei no meu turno, me forçando a praticamente acumular dano para um EX.”

Por Fair Play Pokemon
Por Fair Play Pokemon

Fomos pro primeiro jogo e vi que minha situação era melhor do que eu imaginava. Seria difícil ganhar, mas longe de ser impossível. Mas foi difícil manter o ritmo das DCE pra atacar todo turno, então cheguei perto mas ele acabou levando. No segundo jogo ele começou comprando mal. Se não me engano, comecei mal também, mas me livrei da situação antes. Isso me colocou na vantagem e acabei ganhando. No terceiro jogo fomos trocando prizes enquanto eu tentava racionar bem minhas energias/Milotics. Apesar disso, chegou um momento em que estava no turno dele e só me restava uma DCE no deck, tinha um Milotic em campo apenas e dois VS Seeker (os últimos) na mão. No meu turno, eu poderia dar AZ no Milotic pra recuperar uma DCE no turno seguinte, mas isso significaria que eu perderia um turno de ataque, o que não era opção, pois eu precisava da DCE naquele momento. Enfim, era turno dele. Ele estava apenas com um Entei ativo energizado pronto pra atacar meu Joltik ativo. Aí eu pensei “Pronto, já era. Ele vai colocar outro no banco e deixar pronto pra matar meu Night March com a última DCE no turno seguinte”. Mas o deck dele não cooperou. Ele simplesmente não tinha nenhuma forma de buscar um básico pra colocar no banco. Então ele só atacou e eu levei a partida nocauteando o último Pokemon em campo.

6-0-2

Top 4 – Thiago Giovannetti (Lucario/Bats)

No primeiro jogo, startei mal. Mas muito mal mesmo! Desisti e fomos pro próximo. No segundo, eu já comecei bem e ele startou de Lucario sem descer nenhum Zubat. Matei o Lucario com o Pumpkaboo e e ele acabou passando um turno sem atacar. No meu turno, fui atrás do Shaymin dele, me deixando com apenas 2 prizes. A essa altura, o Thiago concedeu, e fomos pro último jogo. No último, ele começou, startou de Miltank, desceu 4 Zubat, desceu Shaymin mas ainda assim ficou sem supporter. Então eu fui levando. Matei Miltank, matei Shaymin… Enquanto isso ele fazia o que podia com os morcegos, mas continuava sem muitas opções e eu acabei ganhando. Foi uma partida bem estranha, porque em nenhum dos 3 jogos os dois decks rodaram bem ao mesmo tempo.

7-0-2

Final – Perverso (M Manectric/Waters)

“Infelizmente, a bad match do Dyego tirou a possibilidade de cair eu e ele na final como a gente queria. Mas foi ótimo ver o Perverso na final. Sem contar que somos ambos do RJ, o que também é algo legal de se ver.”


No primeiro jogo, startei de Shaymin e não consegui comprar muito. Pra piorar, cometi o erro estúpido de não usar a VS pra buscar Sycamore e evitar que o Sapo me impedisse de usá-la, que foi exatamente o que aconteceu (não que fizesse muita diferença considerando o estado do jogo). Fui passando e passando e acabei concedendo. No segundo jogo, foi bem diferente. Comecei bem enquanto ele startou de Shaymin. No meu T2 matei o Shaymin, no T3 matei o M Manectric, então acabei levando o segundo jogo. No terceiro jogo, ele começou, então fiz o possível pra derrubar um EX no meu T1, mas não consegui, causei um dano baixo e preparei o nocaute pro próximo turno. O dano ainda era baixo, então um Quaking Punch naquele momento poderia ser problemático, mas a mão dele não estava muito boa (tirou coroa no Birch no primeiro turno), e não conseguiu nem Sapo nem montar o Mega. No meu turno, matei o Manectric que estava com dano mas não consegui reunir 180 de dano, o que me obrigou a dar 2 hits pra matar o Sapo que ele subiu no turno seguinte. De qualquer forma, eu já estava muito a frente nos prizes e acabei levando o jogo matando o terceiro EX.

8-0-2

Considerações finais

Fiquei incrivelmente feliz com a vitória, principalmente depois do sufoco todo: nas 3 partidas do Top, eu perdi a primeira em cada uma. No começo, achei que Pyroar acabaria com a minha felicidade, mas no fim tudo acabou dando certo. No Regional de domingo resolvi jogar com a exata mesma lista. Cheguei perto mas tive que me contentar com o Top 16. De qualquer forma, acredito que Night March tenha sido uma boa escolha pra domingo também. Afinal, a maior mudança pelo que eu percebi foi o aumento de Lucario/Bats nas mesas, e isso não é algo necessariamente ruim pra NM (apesar de minhas duas derrotas terem sido contra esse deck). Por fim, agradeço ao Katayama, Cauan, Walmir e Thiago Silva pelo apoio. Vocês são todos uns lixos! E Perverso, você também é. E eu também, claro.

Abraços! – Victor “NM” Freitas

Jogador desde quando saiu a Base Set aqui no Brasil, tendo minha melhor temporada 11/12, onde que no Nacional 2012 consegui o primeiro top pra Minas Gerais, ficando em 7º colocado. Venci alguns torneios como City's e BR's e top's nos Regionais. Parei por um tempo, mas estou de volta para esse incrível jogo.