Report Regional UG CardShop (BH) – Minas é minha casa.

imagesDe volta a BH com Darkrai, Garbodor e outras coisinhas mais.
Quanto tempo sem escrever pra algum site! É bom fazer um novo report de torneio e tentar contribuir de alguma forma com a análise do meta, e passar minha pouca experiência no jogo pra quem ainda está começando, ou agregar um pouco mais de conhecimento aos veteranos. Meu nome é Dante Calmon, jogador de Vitória – ES e, pela segunda vez, um premier em BH coincidiu com o período que eu estava na cidade a passeio – e, é claro, eu não poderia perder a oportunidade de jogar o torneio, em meio a tantos bons jogadores e ótimas pessoas.
Se da última vez que estive por aqui o clima era de um torneio pequeno (um City Championship do qual saí campeão, utilizando um deck de Darkrai/Garbodor), com poucos jogadores, em meio a um evento de anime (barulho, muita gente passando, confusão), dessa vez foi bem diferente. O clima era melhor, os jogadores pareciam bem mais preparados, uma estrutura ÓTIMA pra torneios comparado com os outros lugares que já joguei, alguns jogadores de fora, etc. Foi notável a evolução de Minas Gerais no Pokemon TCG, pelo menos ao meu ver.
Eu, por motivos pessoais, não estava interessado em jogar Pokemon mais nessa temporada. Mas ao saber da oportunidade, quis ir conferir e ver no que dava. Foi então que entrei em contato com meu amigo (e diga-se de passagem, um ótimo jogador) Pedro Sales a fim de conseguir um deck emprestado, visto que eu já tinha me desfeito de toda base de deck que eu tinha. Ele tinha um deck de Landorus/Crobat, que eu estava brincando em alguns encontros em Vitória, e parecia uma boa escolha, que foi confirmada com a vitória do Snake no regional do RJ com o deck. Porém, de última hora, um jogador do time de Pedro resolveu usá-lo, então voltei à estaca zero e pra minha zona de conforto, e resolvi jogar de Yveltal/Garbodor.

ESCOLHA DO DECK

Escolhi jogar de Yveltal/Garbodor por já ter obtido bons resultados com o deck em outras ocasiões, e basicamente porque era o único deck que eu já tinha uma base montada na mochila. É um deck com bom match-up contra a maioria do meta, e não sofre demais contra quase nenhum deck. É um deck bem 50/50 que se diferencia bastante pela lista usada e pela habilidade do jogador. O que eu gosto bastante no deck é que, por usar DCE, Muscle Band, Float Stones e, às vezes, Switch ou Escape Rope, é um bom deck para se usar Seismitoad EX e conseguir atacar no primeiro turno com consistência, lockando o oponente. A maioria das partidas contra decks focados em Seismitoad EX podem ter uma vantagem absurda só por você dar o primeiro Quaking Punch, e o mesmo serve para a mirror-match, impedindo o oponente de usar seus Lasers e Muscle Bands com eficiência. Visto que pelos resultados de torneios dos EUA fizeram a análise do Tier1 como Yveltal, Seismitoad e Virizion/Genesect, jogar de Yveltal/Garbodor com uma lista bem preparada para o mirror me parecia uma boa escolha, além de Garbodor ser uma escolha segura quando não se conhece bem o meta de onde se vai jogar.

DECKLIST

Pokémon’s

3x Yveltal EX
2x Yveltal XY
1x Darkrai EX
2x Seismitoad EX
1x Keldeo EXArticulatedYveltalActionFigureTakaraTomy
2x Trubbish
2x Garbodor

Trainers

4x Juniper
4x N
3x Lysandre
3x VS Seeker
1x Skyla
2x Colress
1x Lysandre’s Trump Card

4x Ultra ball
4x Hypnotoxic Laser
3x Muscle band
2x Float Stone
1x Computer Search
2x Virbank City Gym
1x Escape Rope

Energias

8x Darkness Energy
4x Double Colorless Energy

ANÁLISE

0 Bicycle, 0 Professor’s Letter – Não usei essas duas cartas por conta da alta quantidade de decks de Seismitoad EX no meta. Retirar uma energia pra botar um Professor’s Letter sempre é uma opção, ainda mais se seu deck usar 1 Skyla como o meu, mas contra Seismitoad isso pode te dar uma desvantagem situacional bem grande.

3 Lysandre, 3 VS Seeker – Eu gosto bastante de altas quantidades de Lysandre. 3 Lysandre e 3 VS Seeker, pra mim, é uma quantidade que te dá a consistência de sempre ter o Lysandre quando precisa, e o efeito de Lysandre é realmente importante na Mirror-match ou contra decks de Seismitoad EX.

1 Lysandre’s Trump Card – Aqui tá uma carta que na teoria é boa, mas na prática não me ajudou tanto assim. Ela é usada pra voltar seus recursos pro deck, e os recursos mais importantes são a linha de Garbodor quando necessária, os Lasers e a quantidade baixa de Virbank City Gym. Botar essa carta no deck te dá a liberdade de usar Computer Search ao invés de Dowsing Machine sem se preocupar com reuso de Lasers, Virbanks e Float Stones, e foi por isso que eu botei. Uma curiosidade é que até o minuto antes de escrever a decklist, no lugar dessa carta seria um Ghetsis. Acho que teria mais impacto durante as minhas partidas.

0 Jirachi EX – Não usei porque não tinha disponível, hahahah. Se eu tivesse um, usaria no lugar do Lysandre Trump Card, provavelmente. Buscar qualquer suporte ao baixar no banco é muito forte, e supera as desvantagens de ser um EX de 90HP e de não poder ser usado quando Garbodor está montado.

1 Keldeo EX – Essencial na mirror-match e contra Seismitoad EX pra se livrar de poison e sleep. Como o deck também usa Float Stone, às vezes salva o espaço do banco ocupado pelo Darkrai EX, que pode ser um alvo bem fácil quando se jogando contra qualquer variação de deck que use Landorus EX.

1 Escape Rope – Quando o Garbodor está montado, é a única forma de recuar o pokemon ativo sem perda de energia, e normalmente seus atacantes não estão com Float Stone ligadas. Essa carta é bem versátil, e normalmente, se usada bem no começo do jogo ou bem no late game, pode botar o oponente em uma situação de risco enorme, adicionando mais um efeito de troca de pokemon do oponente no deck.

REPORT DAS PARTIDAS
Nessa parte serei sincero, é bem difícil se recordar de todas as partidas. Então, oponentes, me perdoem se eu errar na ordem das partidas ou dos acontecimentos, foram muitos jogos. Hahah.

1º Round Leozinho Melo – Seismitoad/Slurpuff/Dragalge

Começamos numa partida bem rápida, em que meu deck rodou mais rápido e meus Quaking Punch foram mais eficientes enquanto montava Yveltal EX com várias energias pra finalizar os Seismitoad EX dele quando necessário. Ele zicou depois de dar um missplay de usar duas Ultra Ball buscando Jirachi EX na segunda, que parecia estar nos prêmios, ficando sem mão, e buscando um segundo Swirlix ao invés de pelo menos buscar um Slurpuff.
Não tenho certeza se foi a segunda ou terceira partida, mas comecei botando pressão novamente dando o primeiro Quaking Punch e montando bem meu jogo. Estava ganhando de 4 prizes a 0, ele conseguiu me dar um Xerosic, descartanto minha DCE e me forçando a recuar e jogar de forma agressiva com meus Yveltal EX energizados. No turno que saiu do lock, ele montou o jogo inteiro e me deu uma virada espetacular. Perdi outra partida de alguma forma que não lembro.
(0/1/0)

2º Round Thales Andrade – Yveltal/Garbodor

Não lembro exatamente de como foram as partidas. Mas pra tudo que ele fazia eu tinha resposta. Não me faltou nenhum Laser, DCE, Muscle Band nem Lysandre, que são as cartas mais importantes na mirror-match. Bastante sorte com os draws e a lista consistente fizeram diferença.
(1/1/0)

3º Round Gustavo Rodrigues – Landorus/Crobat

Começando a partida, eu já sabia que a estratégia a ser seguida era montar Garbodor, anulando toda a linha de Crobat dele, usar os Yveltal XY pra combater os Hawlucha, Seismitoad pros Landorus e Yveltal EX pro Lucario. Eu já abri de Trubbish e Float Stone, adiantando bem minha estratégia. Assim que o Garbodor estava montado, e com a linha pesada de Crobat no deck dele sem utilidade, o jogo se desenvolveu ao meu favor tranquilamente.
(2/1/0)

4º Round Júnio Gonçalves – Flareon

Flareon é um match complicado. O melhor método de matar os Flareon é atacando de Seismitoad EX, mas ao mesmo tempo, tem que tomar cuidado pra não tomar de Leafeon na volta. Com uma Muscle Band no Yveltal EX, matar os Flareon com Y-Cyclone é uma boa, carregando outro Yveltal EX e jogando de forma segura. Porque sempre tem que ter um Yveltal preparado pra matar os Leafeon, assegurando o lock quando não tiver mais possibilidade de Leafeon.
Na primeira partida o Junio começou bem zicado e sem supporters, e fui lockando ele e dando Lysandre nas maiores ameaças, e assim fomos pra segunda partida. Na segunda partida, novamente o deck dele não rodou como esperado e, segundo ele mesmo, cometeu um missplay de não ter usado um Teammates pra energia+Silver Bangle no Leafeon dele, que mataria meu Seismitoad EX. Após perder essa oportunidade, consegui manter o ritmo de jogo garantindo também a segunda partida. Foi chato eliminar um amigo que precisava dos pontos do top pra se classificar pro mundial, mas o Junio é um ótimo jogador e tenho certeza que ele ainda conseguirá fechar os pontos.
(3/1/0)

5 – Pedro Sales – Night March/Virizion EX/Empoleon

Empatamos. Ambos estávamos cansados e garantidos no top com o empate.
(3/1/1)

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Final do Suiço

TOP8  Alex Silva – Flareon/Empoleon/Slurpuff/etc.
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TOP 8

O Alex é um jogador bem conhecido pelo Brasil, que tive o prazer de conhecer, trocar uma idéia e, no top, jogar contra. Foi a melhor partida do torneio, tanto pela qualidade do jogador que não comete missplays quanto pela lista totalmente absurda que ele usava. O deck voava.
Na primeira partida, percebi o quanto Garbodor me ajudaria nessa partida. O deck de Flareon dele se beneficiava altamente das habilidades de Exeggute juntamente com Empoleon, e do Slurpuff. Ele começou a partida botando pressão com seus Flareon, mas mantive o streaming de Yveltal EX matando os Eevees e Leafeons, e depois matando os Flareon com Seismitoad EX, travando o jogo dele com item lock+Garbodor.
A segunda partida se desenvolveu de forma parecida, mas dessa vez eu comecei atacando de Seismitoad EX, e o Garbodor foi montado de forma um pouco mais tardia. Entre as trocas de ataques de Seismitoad, Yveltal, Flareon e Leafeon, chegamos a uma situação de 3 turnos onde estava com 1 prêmio, ele também, ele com 2 turnos e eu com mais 1. Ele precisava de um Dedenne ou Leafeon e um método pra recuar o Pokemon ativo dele. Mas como o deck dele não utilizava nenhum método de recuo, era impossível recuar e atacar no mesmo turno. No meu turno eu tinha o Lysandre e o Laser necessários pra vitória.

TOP4  SonSon Lima – Yveltal/Seismitoad/Dragalge/Absol/Mewtwo

No TOP4 encontrei com meu amigo Sonson, que estava com um deck que eu já tinha um pouco de noção do que se tratava pelas nossas conversas. Pela variedade de atacantes do deck dele, esperava ganhar na base da consistência, porque várias cartas que ele usava não eram tão boas assim em específico na mirror-match, e o Garbodor anula Dragalge. O que me surpreendeu de verdade nessa partida foi a efetividade das 2 Float Stones que ele utilizava.
Na primeira partida, foi uma mirror bem regular. Disputada, mas saí vitorioso.
Na segunda partida, o Sonson fez um uso excepcional das Float Stones antes de eu montar o Garbodor. Com 1 Yveltal XY e 1 Darkrai EX com Float Stone, ele tinha a mobilidade necessária pra absorver vários ataques dos meus Seismitoad EX e Lasers sem me conceder prêmios ou ficando travado. Eu utilizei mal meus recursos, descartando o Trump Card e todas as minhas energias duplas e os VS Seeker e deixando a mesa dele totalmente cheia de danos, mas não conseguia finalizar nenhum. Percebendo isso, Sonson começou a me punir pelos meus erros e falta de recursos. Deu um Lysandre no meu Keldeo e, sem energias, não consegui recuar pra levar o jogo. Assim que terminamos a partida, os 3 turnos foram chamados. Teríamos que jogar a terceira partida em morte súbita.
Na morte subida, comecei de Yveltal EX e Seismitoad EX contra o Seismitoad EX, Darkrai EX e Keldeo EX dele. Comecei ligando uma DCE no Yveltal EX pra ser agressivo o mais rápido possível. Ele me botou pra dormir e, sem mais o que fazer, deu um N pra 1 em nós dois pra tentar a sorte de comprar um supporter antes de mim. Desse N pra 1 comprei uma Juniper e montei meu jogo. Keldeo EX+Float Stone, energias, veio tudo. Depois de alguns turnos trocando os Pokemon com a mobilidade de Keldeo EX+Darkrai EX, Sonson não tinha mais o que fazer quando todos os seus Pokemon estavam ao alcance do meu Yveltal EX. A partida foi muito emocionante.

FINAL Gustavo Barcelos – Exeggutor/Virizion EX/Genesect EX/Dragalge/Electrode
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12 horas depois…

Eu nunca tinha jogado esse match, sabia que era bem difícil e, pra ser sincero, já estava totalmente cansado por ter jogado o dia inteiro. Já tinha dado o meu melhor e obtido resultados além do esperado, e logo no começo da partida já estava em clima de brincadeira com o Gustavo, que eu já conhecia, conversava, e estava querendo uma revanche pelo TOP4 do City que nos encontramos, hahah. O deck do Gustavo estava bem montado e dava pra perceber que ele estava bem treinado com o deck, então não tinha muito o que se fazer, se tratando desse deck de lock.
Abri na primeira partida de Trubbish, tomei Laserbank e não consegui baixar outro pokemon, perdendo logo a partida.
Na segunda partida, montei um Yveltal EX com 2 energias e Muscle Band e fui matando vários Exeggutor um por um, mas quando estava a 1 prêmio da vitória ele usou tudo que podia usar pra me counterar. Crushing Hammer, Megaphone e Head Ringer, e atacando com o Exeggutor me impedindo de usar supporter pra buscar uma energia dupla. Depois de ainda conseguir deixar meu Garbodor ativo e sem Tool, envenenado e sem poder usar supporter, não havia mais o que fazer a não ser ceder a partida, pois não teria como recuar nos próximos turnos.

CONCLUSÃO

Foi uma ótima experiência jogar um torneio da importância de um Regional, num ambiente em crescimento como Belo Horizonte. Rever essa galera que gosto bastante, ver amigos mandando bem com decklists diferentes, conhecer ótimos jogadores de outros estados e ter a oportunidade de jogar com essa galera toda é bom demais. Espero que isso aconteça mais vezes.
Cheguei muito além do esperado, por não ter treinado e estar desanimado quanto a essa temporada de Pokemon TCG. Esse resultado renovou meus ânimos.
Quem sabe eu não te encontre no nacional desse ano? 😉 Valeu!

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Esquerda, Gustavo Barcelos; Direita, Dante Calmon.

Dante Calmon

Jogador desde quando saiu a Base Set aqui no Brasil, tendo minha melhor temporada 11/12, onde que no Nacional 2012 consegui o primeiro top pra Minas Gerais, ficando em 7º colocado. Venci alguns torneios como City's e BR's e top's nos Regionais. Parei por um tempo, mas estou de volta para esse incrível jogo.